Praticantes da Fraternidade

O Impulso Fraterno
 
Saudações queridos Antropomúsicos – Turma 5. 

Nós, membros do Antropomúsica 4, recebemos com muito carinho um impulso que surgiu na primeira turma do curso. Trata-se de uma medida colaborativa, que visa apoiar membros que porventura enfrentem dificuldades financeiras. Como em uma grande ciranda, onde todos giram em círculo e de mãos dadas, tentamos nos manter em pé enquanto grupo. Existem sempre aqueles que se alternam para segurar a roda com vigor e pulsam mais forte enquanto alguns enfrentam dificuldades nos rodopios da vida. O importante é sempre manter o impulso fraterno, fazendo com que o grupo se fortaleça e se torne capaz de apoiar eventuais tropeços, sem deixar ninguém cair e sem quebrar o elo formado por mãos entrelaçadas. 

O grupo fraterno é formado pelos próprios Antropomúsicos, todas as pessoas que, de alguma forma, tiveram contato com o curso, colaboraram e colaboram com os denominados “Praticantes da Fraternidade”. Funciona como um grande reservatório de água. Alguns ajudam com um copinho. Outros podem aparecer com duas ou três garrafas. Se, porventura, alguém sentir sede, poderá beber dessa água e essa é a parte mais bonita: saber que com fraternidade ninguém morrerá na aridez. 

O mais difícil é justamente administrar questões relacionadas ao próprio dinheiro. Como arrecadar fundos? Como distribuir esses valores? Quem pode ou não fazer pedidos? Quem deve ajudar? Como ajudar na arrecadação de fundos? Etc… 

Bom, perguntas como essas podem gerar grandes discussões, discussões capazes até de quebrar o elo fraterno. O que fizemos para solucionar boa parte dessas questões foi acreditar no amor Crístico existente no ser humano. Não criamos metas, não tentamos estabelecer limites quanto aos valores dos auxílios, não criamos regras para dividir ou determinar quem pode ou não sentir sede. Acreditamos apenas na capacidade que cada ser humano tem em refletir sobre como se posicionar perante a esse impulso. Muitas vezes, podemos ajudar simplesmente tentando reduzir ao máximo o valor de um pedido. Outras vezes, podemos ajudar na produção de produtos de qualidade, na administração das produções e vendas e assim por diante.

Acreditar no amor humano foi o que moveu o impulso fraterno durante a Turma 4 e, acreditem, todos os membros colaboraram. Dentre as ações que movemos para arrecadação de fundos, destacamos a venda do DVD ‘Dedinhos’, que no início do curso gerou grande rentabilidade; a produção/venda de camisetas, que muitas vezes são adquiridas pelos próprios membros do curso; contribuições voluntárias variadas; a venda de rifas durante o encerramento de cada módulo e nos períodos entre os módulos. Essa última nos possibilitou grandes momentos de descontração, amizade, sorteios divertidos e bons rendimentos. Rendimentos capazes de manter alguns membros no curso.

Estabelecemos como caixa mínimo de produção o valor de R$ 1000,00, assim nunca ficamos sem ter caixa para produzir novos produtos. Mesmo mantendo esse valor mínimo em caixa, conseguimos conceder muitos auxílios. Em alguns momentos foram necessárias reuniões para ajustar os valores pedidos à realidade das reservas, mas mesmo assim ninguém morreu de sede. Soluções criativas sempre surgiram. 

Os Praticantes da Fraternidade atuam de forma voluntária, similarmente aos trabalhos existentes em algumas ONGs. Sendo assim, enfrentamos de partida duas grandes questões: “Por que fazer?” e “para que fazer?”. Acreditamos, porém, que a pergunta que nos moveu foi “como fazer?”. Sim, tivemos nossas causas. Sim, tivemos nossos motivos, mas os gestos criativos que moveram os Praticantes, alguns membros com certeza teriam nos deixado pelo caminho. “Por que um membro precisa?” ou “para que um membro pede” também são questões fundamentais, mas acreditando na autorreflexão, nos questionamos apenas quanto a “como ajudar esse membro?”. Acreditem, às vezes pode ser mais difícil pedir do que doar.

Para que o impulso fraterno possa renascer na Turma 5, estamos deixando um caixa de R$ 2308,00 e alguns produtos. Desejamos que vocês aproveitem cada momento deste curso que mudou nossas vidas. Que a grande ciranda, formada pelos novos e antigos Antropomúsicos, possa sempre rodar e que o elo criado na primeira turma possa renascer muitas e muitas vezes. Um forte abraço fraterno.

Com carinho,

Praticantes da Fraternidade Turma 4. 

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