O canto desvendado: uma experiência vocal no teatro do 8º ano

Por Daniela Munafó

O ato de cantar vem de tempos remotos. Pesquisas antropológicas, ao estudar a estrutura do aparelho vocal puderam ver as diferenças entre a fala e o canto, podendo assim datar de oitenta mil anos atrás o uso da voz para a fala, enquanto o canto talvez tenha começado meio milhão de anos antes. Por muito tempo o canto e a fala se mantiveram emaranhados. Ainda hoje, povos que conservam vivas linguagens antigas, mantém inseparáveis as inflexões da fala e da música. (MENUHIN, 1981, p. 6)

A música e o canto permeiam desde sempre os afazeres cotidianos e os rituais. Cada povo canta, à sua forma, seus nascimentos e mortes, casamentos, colheitas e ciclos da natureza, dor e alegria. Os sons que cada povo produz não dizem respeito a uma mera imitação do mundo exterior, muito além, é uma expressão sonora do nosso universo interior. Aprofundando nesse sentido, somos seres que podemos chegar a manifestar, através do nosso aparelho fonador, o “som primordial subjacente à multiplicidade do mundo dos tons”. (WERBECK – SVARDSTROM, 2011, p. 31)

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