Canto da Fenix

Lenda encontrada em: Hermann Pfrogner – Lebendige Tonwelt

Tradução de Marcelo S. Petraglia

Há muito tempo o imperador Huang Ti, senhor da terra amarela, ordenou ao seu mestre de música Ling Lun que concebesse a escala de tons. Ling Lun foi ao oeste dos montes Ta Hia e chegou ao norte das montanhas Yüan Yü. Ali ele pegou bambus do vale Hiä Hi, de igual grossura e capacidade e cortou entre dois nós de um deles. Ele soprou e disse: “isso consoa!” O tom não era nem mais agudo nem mais grave que a sua própia voz da fala, quando ele estava livre de qualquer perturbação. Ao mesmo tempo o tom consoava com a não distante dali, nascente do rio Hoang Ho.

Estando Ling Lun mergulhado em uma contemplação interior sobre o que havia ocorrido, apareceu-lhe o pássaro celeste Fênix com sua fêmea. O macho Fong e a fêmea Huang cantaram seis tons cada, dos quais o primeiro do Fênix macho, novamente consoou com o tom da nascente do rio Amarelo. O mestre de música completou, de acordo com o canto dos pássaros, um total de doze bambus e retornou a Huang Ti.

O imperador então ordenou a Ling Lun que juntamente com Yung Tsiang fundissem doze sinos, que por sua vez, agrupados em cinco produziam os tons harmônicos da escala. Com isso o imperador executou uma música maravilhosa que foi apresentada pela primeira vez na segunda lua da primavera, no dia I Mao, quando o sol estava no signo de Kui e foi chamada de Hiän Tsi.

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