Prática musical conjunta como recurso terapêutico em saúde pública

por Paulo Roxo Barja e Adriana Marques Barja

O papel da música como agente terapêutico auxiliar em diversas áreas da saúde tem despertado crescente interesse nas últimas décadas, com pesquisadores enfatizando a importância da música no equilíbrio físico e mental do indivíduo [1]-[3]. Entre os estudos que apontam a eficácia de tratamentos com a utilização de técnicas que trabalham o indivíduo em seus aspectos biopsicossociais, de modo não-fragmentado, a música aparece como elemento de destaque [4].

Com diversos trabalhos publicados, sendo considerado referência mundial no campo da neurologia, o pesquisador Oliver Sacks recolheu ao longo dos anos um grande número de casos que atestam a relevância da música para pacientes em diversas condições, tanto no âmbito físico quanto nos aspectos mental e psicológico [3], [5]. Em certas condições neurológicas, os relatos de Sacks mostram que a audição
e/ou execução de música ajuda o indivíduo a obter a concentração necessária para a realização de atividades da vida diária.

A constatação da música como elemento promotor de concentração também foi feita por Leandro e colaboradores [2]. Estes autores enfatizam a importância da adoção de uma equipe multidisciplinar para a execução deste tipo de trabalho, em que a música tocada serve para estimular a “música corporal” dos pacientes, expressa através das palmas, do andar e da manipulação dos instrumentos de percussão.

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